Escuta · folha 06
Registo de 20 de Maio · leitura de 5 minutos
A predefinição chamada de reforço de graves resolve numa faixa e estraga em dez. Cortar costuma soar melhor do que aumentar.

| Parâmetro | Valor | Nota |
|---|---|---|
| Ajuste útil | 2 – 3 dB | por banda |
| Encaixotado | cortar 200–400 Hz | |
| Áspero | cortar ~3 kHz | |
| Sem ar | subir >8 kHz | ligeiramente |
O equalizador da aplicação mexe no sinal antes de chegar ao amplificador. Se já se está perto do limite de volume, aumentar uma banda empurra o aparelho para a distorção — e o resultado é pior do que antes do ajuste.
A regra que os técnicos usam é simples: quando algo soa a mais, corte a banda correspondente em vez de aumentar as outras. Baixa a energia total, evita distorção e o efeito percebido é o mesmo.
Ajustes de dois ou três decibéis são suficientes para se notar. Movimentos de seis ou mais decibéis costumam ser sinal de que o problema está na colocação da coluna ou na sala, e não no equalizador.
Cortar ligeiramente entre 200 e 400 Hz limpa aquele som encaixotado de coluna encostada a móvel. Cortar um pouco por volta de 3 kHz reduz a aspereza de gravações comprimidas. Um pequeno reforço acima de 8 kHz devolve ar sem aumentar volume percebido.
Fora isso, quase tudo o resto é gosto pessoal. Vale a pena guardar apenas dois perfis: um para música e outro para voz falada, que precisa de menos grave e de mais definição na zona média.
Falta de grave por aparelho pequeno demais não se resolve aumentando graves: o altifalante não os reproduz e o que aparece é distorção. Ecos e reflexões da sala também não — isso resolve-se com posição e com tecidos.
Antes de qualquer ajuste, oiça uma faixa que conheça bem com tudo em plano. É a única referência honesta para perceber o que está de facto a faltar.
Os valores acima são medições nossas em sala doméstica e servem de ordem de grandeza. Revemos a folha sempre que uma medição repetida contraria o texto.